Itapema encerrou o primeiro semestre de 2026 com o metro quadrado residencial mais caro do Brasil, alcançando R$ 15.327/m² e superando Balneário Camboriú.
Mas, para quem analisa Real Estate como ativo real e estratégia de alocação patrimonial, o dado mais interessante talvez não seja apenas o preço.
É a transformação do produto.
Enquanto a FG Empreendimentos aposta na verticalização e em projetos icônicos, como o Senna Tower, a ABC Empreendimentos segue outro caminho: edifícios menores, poucas unidades, arquitetura autoral e exclusividade.
Um exemplo dessa estratégia é o land bank superior a 12 milhões de m² construído pela ABC & Embralot no litoral catarinense, além dos mais de R$ 3,5 bilhões em VGV lançados entre 2022 e 2025.
Para o investidor e o advisor, a leitura é relevante:
nem toda valorização imobiliária nasce do crescimento do mercado. Em determinados ativos, ela também pode nascer da escassez, da diferenciação e da impossibilidade de replicar o produto.
É justamente por isso que, na análise de ativos reais, não basta perguntar:
"Quanto valorizou?"
A pergunta mais estratégica é:
"Quais fundamentos podem sustentar essa valorização no próximo ciclo?"
Na Next Select, é essa leitura que buscamos desenvolver: identificar mercados, incorporadoras e ativos capazes de fazer sentido dentro de uma estratégia mais ampla de diversificação patrimonial, suitability e alocação em Real Estate.
Na sua visão, o futuro do alto padrão estará nos grandes superlativos ou na exclusividade de ativos cada vez mais raros e autorais?
Fonte: EXAME — Mercado Imobiliário